Close-up do rosto de um bebê com foco nos olhos azuis. Destaca detalhes da íris, cílios e da região periocular.

Conjuntivite em bebê: quais os sintomas?

A conjuntivite é uma inflamação da conjuntiva que pode afetar adultos, crianças e bebês, exigindo atenção especial nos primeiros meses de vida.


A conjuntivite é uma inflamação da conjuntiva, uma membrana fina e transparente que recobre a parte branca dos olhos e o interior das pálpebras. Trata-se de uma condição relativamente comum na infância, podendo ocorrer tanto em recém-nascidos quanto em crianças maiores.

Embora, na maioria dos casos, tenha evolução benigna, a conjuntivite em lactentes exige atenção redobrada. Isso porque o sistema imunológico ainda está em desenvolvimento, especialmente nos primeiros meses de vida, o que pode aumentar o risco de complicações quando o quadro não é corretamente avaliado e tratado.

Dependendo da causa, a inflamação pode ser:

  • Viral;
  • Bacteriana;
  • Alérgica;
  • Associada a obstrução do canal lacrimal;
  • Neonatal (ocorre nos primeiros 28 dias de vida).

Ir ao médico para identificar corretamente o tipo, é fundamental para definir o remédio mais adequado e evitar uso indevido de medicamentos.

 

👉 Para saber mais a fundo sobre os tipos mais comuns de conjuntivite, leia: Conjuntivite: o que é, sintomas e tratamentos.

 

Vá direto ao conteúdo:

  1. Sintomas de conjuntivite em bebê
  2. Conjuntivite bacteriana em bebê
  3. Conjuntivite viral em bebê
  4. Conjuntivite pode estar relacionada à febre em bebês?
  5. Conjuntivite neonatal
  6. Como tratar conjuntivite em bebê?
  7. Conjuntivite em bebê: o tratamento caseiro funciona?
  8. Conjuntivite em criança é diferente da que ocorre em bebê?
  9. Conjuntivite em bebê é contagiosa?

 

Sintomas de conjuntivite em bebê

Os sintomas de conjuntivite em um bebê podem variar conforme a origem da inflamação, mas alguns sinais são bastante característicos.

 

Principais sintomas:

  • Olhos vermelhos;
  • Secreção ocular (aquosa, mucosa ou purulenta);
  • Pálpebras grudadas ao acordar;
  • Inchaço nas pálpebras;
  • Lacrimejamento excessivo;
  • Sensibilidade à luz (menos comum em recém-nascidos).

Em bebês muito pequenos, pode haver ainda:

  • Irritabilidade;
  • Dificuldade para abrir os olhos;
  • Choro ao toque na região ocular.

A coloração e a consistência da secreção ajudam a diferenciar os tipos. Secreção amarelada ou esverdeada, mais espessa, é frequentemente associada à conjuntivite bacteriana em bebês. Já a secreção mais clara e aquosa costuma ocorrer nos quadros virais de conjuntivite.

 

Conjuntivite bacteriana em bebê

A conjuntivite bacteriana em bebê é causada por microrganismos como Staphylococcus aureus, Streptococcus pneumoniae e Haemophilus influenzae. Em recém-nascidos, também pode estar relacionada a bactérias adquiridas durante o parto. 

 

Características clínicas:

  • Secreção purulenta abundante;
  • Pálpebras grudadas com frequência;
  • Vermelhidão intensa;
  • Acometimento inicial de um olho, podendo evoluir para ambos.

O tratamento geralmente envolve um colírio com antibiótico prescrito exclusivamente por médico. A automedicação deve ser evitada, pois o uso inadequado pode mascarar e favorecer resistência bacteriana.

 

Conjuntivite viral em bebê

Quadros virais são comuns e frequentemente associados a infecções respiratórias, como gripes e resfriados.

 

Sinais mais frequentes:

  • Secreção aquosa;
  • Olhos avermelhados;
  • Sintomas respiratórios associados;
  • Evolução bilateral.

Nesses casos, o tratamento costuma ser de suporte, com higiene ocular e acompanhamento médico. Antibióticos não são indicados quando a causa é viral.

 

Conjuntivite pode estar relacionada à febre em bebês?

Muitos pais associam olhos vermelhos a episódios de febre. Na prática, o que ocorre é que algumas infecções virais que provocam febre também podem causar inflamação ocular.

Entre os exemplos estão:

  • Adenovírus;
  • Infecções respiratórias virais;
  • Algumas viroses exantemáticas.

Nesses casos, a conjuntivite é um sintoma secundário da infecção sistêmica. A presença de febre em bebês deve ser avaliada obrigatoriamente por um profissional de saúde, especialmente em menores de três meses.

 

Conjuntivite neonatal

A conjuntivite neonatal ocorre nos primeiros 28 dias de vida. Também é chamada de oftalmia neonatal.

Segundo o Manual MSD, esse tipo de conjuntivite pode estar associado a:

  • Infecção bacteriana adquirida durante o parto;
  • Infecção por Chlamydia trachomatis;
  • Infecção por Neisseria gonorrhoeae;
  • Irritação química por colírios profiláticos.

 

Sinais de alerta na conjuntivite neonatal

  • Inchaço acentuado das pálpebras;
  • Secreção intensa;
  • Início entre o 2º e 14º dia de vida;
  • Dificuldade para abrir os olhos.

Algumas infecções neonatais podem ser graves e exigir tratamento sistêmico, inclusive antibiótico por via oral ou intravenosa. Por isso, qualquer alteração ocular em recém-nascido deve ser avaliada com urgência por um profissional da saúde.

 

Como tratar conjuntivite em bebê?

Para responder à essa pergunta, você precisa entender primeiramente a causa.

1. Avaliação médica é indispensável

O primeiro passo é buscar avaliação com pediatra ou oftalmologista. Somente o exame clínico pode determinar o tipo da conjuntivite.

2. Higienização correta dos olhos

  • Independente da causa, a higiene é fundamental:
  • Lavar as mãos antes e depois de tocar no bebê;
  • Utilizar gaze estéril ou algodão limpo;
  • Higienizar do canto interno para o externo;
  • Usar soro fisiológico 0,9% conforme orientação.
  • Cada olho deve ser limpo com gaze diferente para evitar contaminação cruzada.

3. Uso de colírio na pediatria

O colírio só deve ser utilizado quando prescrito. Existem doses específicas para uso pediátrico, com concentração adequada e segurança comprovada. Nunca utilizar colírios para adultos em bebês sem orientação médica.

 

Conjuntivite em bebê: o tratamento caseiro funciona?

É comum encontrar recomendações populares de conjuntivite em bebê tratamento caseiro, como:

  • Leite materno nos olhos;
  • Chá de camomila;
  • Compressas caseiras.

No entanto, essas práticas não são recomendadas.

O uso de substâncias não estéreis pode introduzir novos microrganismos, agravar a infecção e, até mesmo, atrasar o diagnóstico correto.

Mesmo o leite materno, embora tenha propriedades imunológicas, não substitui tratamento médico e pode aumentar risco de contaminação quando aplicado diretamente nos olhos.

Portanto, o ideal é sempre procurar orientação profissional antes de qualquer intervenção.

 

Conjuntivite em criança é diferente da que ocorre em bebê?

A conjuntivite em criança maior costuma apresentar sintomas semelhantes, porém com algumas diferenças práticas:

  • Crianças maiores conseguem relatar ardor e coceira;
  • Maior risco de transmissão em ambientes escolares;
  • Frequência maior de quadros alérgicos.

Em bebês, o desafio está na dificuldade de comunicação dos sintomas e na maior vulnerabilidade imunológica.

 

Conjuntivite em bebê é contagiosa?

Depende da causa. A conjuntivite viral e a bacteriana, são contagiosas. As conjuntivites alérgicas ou a causada pela obstrução do canal lacrimal, geralmente não são contagiosas.

Porém, é ideal adotar algumas medidas preventivas, como:

  • Higienização frequente das mãos;
  • Evitar compartilhar toalhas;
  • Limpar superfícies frequentemente tocadas.

 

 


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