imagem de seringa pegando medicamento injetável deslanosídeo do vidro com fundo azul

Como funciona o deslanosídeo?

Deslanosídeo é utilizado há décadas no tratamento de problemas cardíacos, especialmente insuficiência cardíaca e alterações no ritmo do coração (arritmias).


O que é o deslanosídeo?

 
O deslanosídeo, também conhecido comercialmente como DESLANOL®, pertence a uma classe de medicamentos chamada glicosídeos cardíacos, que tem como principal função ajudar o coração a bater com mais força e eficiência. Em outras palavras, o deslanosídeo melhora o desempenho do coração quando ele está fraco ou batendo de forma irregular.
 
Seu uso é controlado e sempre feito com prescrição médica, geralmente em ambiente hospitalar ou sob acompanhamento clínico rigoroso.
 

Para que serve o deslanosídeo?

 
O deslanosídeo serve principalmente para duas situações:
 
  1. Insuficiência cardíaca congestiva:

    Quando o coração não consegue bombear sangue adequadamente, o deslanosídeo ajuda a melhorar a força de contração do músculo cardíaco. Isso facilita o trabalho do coração e melhora sintomas como falta de ar, cansaço e inchaço.

  2. Arritmias supraventriculares:

    Em alguns tipos de batimentos irregulares (como fibrilação atrial ou flutter atrial), o medicamento ajuda a controlar a frequência cardíaca, fazendo o coração voltar a bater de forma mais estável.
 
Por ter efeito rápido, o deslanosídeo costuma ser utilizado em situações de urgência ou em pacientes internados. Mesmo assim, seu uso deve ser sempre avaliado por um médico, pois a dose correta depende de vários fatores, como idade, função dos rins e histórico cardíaco.
 

Deslanosídeo: classe e mecanismo de ação

 
Como já mencionamos, o deslanosídeo faz parte da classe dos glicosídeos cardíacos, que têm origem na planta Digitalis lanata, a mesma de onde vem a famosa digoxina.
 
O mecanismo de ação desse grupo de medicamentos é simples de entender: ele aumenta a quantidade de cálcio dentro das células do coração, o que fortalece as contrações e melhora o bombeamento de sangue.
 
Além disso, ajuda a regular o ritmo dos batimentos, deixando o coração mais estável. Por isso, ele é muito usado em casos de emergência hospitalar, quando o paciente precisa de uma resposta rápida ao tratamento.
 

Como administrar o deslanosídeo

 
O deslanosídeo é aplicado por via injetável, ou seja, intravenosa (IV) ou intramuscular (IM), sendo feita normalmente em hospitais ou clínicas, sempre sob orientação médica.
 

Formato e apresentação

 
O medicamento é vendido em ampolas com solução injetável de 0,2 mg/mL, geralmente com 2 mL cada. Cada ampola contém a dose necessária para uso imediato, e o conteúdo pode ser aplicado diretamente ou diluído, dependendo do caso e da via de administração.
 

Deslanosídeo diluição

 
A diluição do deslanosídeo pode ser feita conforme o protocolo da instituição médica. Em geral, ele pode ser diluído em soro fisiológico 0,9% ou glicose 5%, mas isso depende das orientações do hospital ou da equipe farmacêutica.
 
O importante é que a administração seja lenta, especialmente pela veia, para evitar efeitos indesejados.
 

Cuidados importantes

 
  • A aplicação deve ser feita com monitoramento cardíaco (ECG);
  • O medicamento não pode ser usado junto com cálcio injetável, pois há risco de arritmias graves;
  • O uso deve ser feito apenas sob orientação médica, nunca por conta própria.

Deslanosídeo: posologia (como é usada a dose)

 
A posologia do deslanosídeo varia de acordo com o quadro clínico, idade e peso do paciente.
 

Posologia para adultos:

 
  • Digitalização rápida (emergência): entre 0,8 mg e 1,6 mg por dia, divididos em 1 a 4 aplicações nas primeiras 24 horas.

  • Digitalização lenta: doses menores, aplicadas ao longo de 3 a 5 dias, para alcançar o mesmo efeito de forma gradual.

  • Manutenção: geralmente de 0,4 mg por dia, podendo variar entre 0,2 mg e 0,6 mg, conforme a necessidade.
 

Posologia para crianças:

 
  • A dose é calculada por peso corporal: entre 0,02 e 0,04 mg por quilo ao dia, dividida em até três aplicações.
 

Posologia para pacientes com doenças nos rins:

 
Como o deslanosídeo é eliminado pelos rins, quem tem função renal reduzida precisa de ajuste de dose. Por isso, a prescrição deve sempre considerar os exames laboratoriais e o histórico do paciente.
 

Como o deslanosídeo age no organismo

 
O deslanosídeo começa a agir de forma rápida, entre 5 e 30 minutos após a aplicação, com efeito máximo entre 2 e 4 horas. Esse início de ação mais rápido é o que o diferencia de outros medicamentos da mesma classe, como a digoxina.
 
Os efeitos podem durar mais de 24 horas, por isso a dose diária precisa ser cuidadosamente ajustada para evitar acúmulo no organismo.
 
Em resumo:
  • Mais força nas batidas do coração;
  • Ritmo cardíaco mais estável;
  • Melhora no fluxo sanguíneo e nos sintomas da insuficiência cardíaca.
 

Efeitos colaterais e precauções

 
Assim como outros medicamentos do mesmo grupo, o deslanosídeo precisa ser usado com cautela. A linha entre o efeito terapêutico e a toxicidade é estreita, por isso o acompanhamento médico é indispensável.
 
Os efeitos adversos mais comuns são:
  • Náusea e vômito;
  • Dor de cabeça e tontura;
  • Alterações visuais (como visão embaçada ou de cores);
  • Fadiga ou fraqueza;
  • Alterações no ritmo cardíaco (batimentos lentos ou irregulares);
Caso qualquer um desses sintomas apareçam, é essencial procurar o médico imediatamente.
 

Quem não deve usar o deslanosídeo?

 
O medicamento é contraindicado para pessoas com:
 
  • Batimentos cardíacos muito lentos (bradicardia sinusal);
  • Bloqueios no sistema elétrico do coração (bloqueio AV completo ou parcial);
  • Histórico de alergia a glicosídeos cardíacos;
  • Uso recente de medicamentos que possam interagir (como certos diuréticos ou antiarrítmicos).
 
Gestantes e lactantes só devem usar se houver orientação expressa do médico, considerando os riscos e benefícios.
 

Interações com outros medicamentos

 
O deslanosídeo pode interagir com diversas substâncias, e algumas combinações podem ser perigosas. Entre elas estão:
 
  • Diuréticos, que alteram os níveis de potássio e magnésio;
  • Antibióticos, que podem interferir na absorção e na eliminação do medicamento;
  • Outros medicamentos para o coração, como amiodarona ou verapamil;
  • Suplementos de cálcio intravenoso, que não devem ser administrados juntos.
 
Por isso, sempre informe ao médico ou farmacêutico todos os medicamentos e suplementos que você estiver usando.
 

Diferença entre deslanosídeo e digoxina

 
Ambos pertencem à mesma classe (glicosídeos cardíacos), mas há algumas diferenças importantes:
 
 
Em geral, o deslanosídeo é mais usado em situações emergenciais, enquanto a digoxina costuma ser mantida em tratamentos contínuos.
 

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O deslanosídeo é um medicamento essencial em cardiologia, especialmente em situações emergenciais ou quando o coração precisa de suporte rápido e eficaz para voltar ao ritmo certo.
 
Apesar de ser um fármaco antigo, ele continua sendo uma opção segura e eficaz quando utilizado da forma correta, com prescrição e acompanhamento profissional.
 
Por se tratar de uma substância potente e de uso hospitalar, o deslanosídeo não deve ser utilizado por conta própria. A orientação médica é indispensável para garantir segurança e resultados positivos.
 
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