22 anos de Magazine Médica: uma história de crescimento
De uma ideia entre colegas de faculdade a uma das maiores plataformas de produtos médicos do Brasil.
Algumas empresas nascem de grandes investimentos. Outras começam de forma muito mais simples — com uma ideia, algumas anotações e muita vontade de fazer acontecer.
A história da Magazine Médica começou assim. Em 2004, na cidade de Concórdia, em Santa Catarina, dois estudantes de fisioterapia decidiram tentar algo diferente. Na época, Laerte Copetti e Luciano Grunitzhy ainda estavam na faculdade, mas já observavam o mercado ao seu redor com olhar empreendedor.
O que parecia apenas uma tentativa de complementar a renda acabou se transformando em uma das maiores operações de e-commerce médico do país.
Hoje, mais de duas décadas depois, a empresa soma mais de 1 milhão de pedidos realizados, mais de 10 mil itens disponíveis e atendimento a mais de 160 mil estabelecimentos de saúde em todo o Brasil.
Mas tudo começou de uma forma muito mais modesta.
Uma ideia que nasceu dentro da faculdade
Durante o curso de fisioterapia, Copetti começou a perceber algo que muitos estudantes também observavam: o mercado estava mudando. Com a abertura de novas faculdades e o aumento no número de profissionais formados, surgiram também novas demandas.
“Eu tive a vontade de fazer uma coisa diferente. Eu não sabia exatamente o que fazer, mas sabia que queria empreender dentro da área da saúde”, conta Copetti.
Foi então que surgiu a oportunidade de vender equipamentos e insumos utilizados pelos próprios colegas de curso. A operação era simples. Eles montavam uma lista com produtos como goniômetros, aparelhos de pressão, termômetros e martelos neurológicos e levavam para a sala de aula.
Os colegas anotavam o nome ao lado do produto que queriam comprar. Depois, Laerte e Luciano providenciavam os materiais e voltavam para entregar os pedidos.
“A gente levava uma lista para a sala de aula, os estudantes anotavam o nome embaixo do produto que queriam e depois a gente voltava com os materiais para entregar”, lembra Copetti.
No início, a empresa funcionava literalmente dentro de um apartamento: “Começamos no apartamento do meu sócio. Tínhamos um sofá e um computador. Era basicamente isso”, conta Grunitzhy. Sem capital de giro, o processo exigia criatividade.
“Primeiro vendíamos, depois recebíamos o dinheiro, pagávamos o fornecedor e então entregávamos o produto”, explica.
Da sala de aula para a primeira loja
Com o aumento das vendas, o negócio começou a ganhar forma. O próximo passo foi abrir uma pequena loja no Shopping Concórdia, bem em frente a uma escola técnica de enfermagem.
Alí, o crescimento passou a acontecer de forma natural. Clientes chegavam procurando novos produtos, e os sócios anotaram cada pedido.
“Cada vez que alguém pedia alguma coisa diferente, a gente anotava, pesquisava e começava a trazer também”, conta Copetti. Foi assim que o portfólio começou a crescer, sempre guiado pelas necessidades reais dos profissionais da saúde.
A mudança de estratégia que abriu um novo mercado
Nos primeiros anos, o foco principal ainda estava na fisioterapia. Mas logo os fundadores perceberam que o comportamento de compra desses profissionais era diferente do que esperavam.
Segundo Grunitzhy, a lógica do mercado exigia outra abordagem: “O fisioterapeuta faz uma compra grande no início da carreira, mas depois compra muito pouco. A gente queria trabalhar com recorrência, vender todo mês.”
Foi então que a empresa decidiu ampliar o foco para o mercado médico, com produtos de consumo recorrente. Itens como luvas, seringas, agulhas e materiais descartáveis passaram a ganhar espaço no portfólio. Essa mudança foi fundamental para a expansão do negócio.
O nascimento do e-commerce
O ponto de virada veio com a internet.
Ainda nos primeiros anos de empresa surgiu uma iniciativa que mudaria completamente o rumo do negócio. Foi nesse momento que nasceu o primeiro site da operação, desenvolvido internamente por um colaborador da equipe.
“Ele nunca tinha feito um site antes, mas disse que tentaria”, lembra Grunitzhy. Assim nasceu o primeiro site da empresa. Simples, lento e cheio de limitações, mas com enorme potencial.
Na época, a empresa já operava sete lojas físicas na região sul do Brasil, e o site representava apenas uma pequena parte das vendas. Com o tempo, no entanto, o cenário começou a mudar.
A internet permitia alcançar clientes muito além das cidades onde as lojas estavam presentes. E então veio uma decisão estratégica que mudaria definitivamente o rumo da empresa.
O surgimento da Magazine Médica
Percebendo o crescimento do comércio online, os sócios decidiram criar um novo site, com um posicionamento focado exclusivamente no digital.
Foi nesse momento que nasceu o nome Magazine Médica. “A gente precisava de um nome forte para a internet”, conta Grunitzhy. A nova marca rapidamente ganhou tração. O site cresceu, as vendas aumentaram e a empresa começou a atender clientes em todo o país.
O que antes era uma operação regional passou a se tornar um negócio de alcance nacional.
Com o crescimento da Magazine Médica ao longo dos anos, novas lideranças também surgiram dentro da própria empresa. Muitos profissionais que começaram em funções operacionais acompanharam essa evolução de perto — e cresceram junto com o negócio.
Crescer junto com a empresa
Ao longo dos anos, muitas pessoas fizeram parte dessa história. Uma delas é Filipe Magro, atual Diretor de Operações da Magazine Médica. Sua trajetória dentro da empresa reflete bem o espírito de crescimento que marcou a cultura da organização.
Filipe entrou na empresa em 2009 como office boy, em uma época em que a equipe era formada por apenas seis pessoas. “Era uma estrutura muito enxuta, com processos ainda em desenvolvimento, mas com um enorme potencial de crescimento”, lembra.
Com o passar dos anos, ele atuou em diversas funções dentro da empresa: vendedor, operador de caixa e também na operação do estoque. Essa experiência permitiu conhecer o negócio de ponta a ponta. “Naquela época, o volume mensal de pedidos era menor do que o que hoje realizamos em meio dia de operação”, conta.
Com o crescimento da empresa, Filipe assumiu a gerência da loja de Concórdia, depois passou a liderar as operações das lojas em Santa Catarina e participou da expansão para o Rio Grande do Sul.
Em 2021, foi convidado a integrar a administração da empresa, assumindo a posição de Diretor de Operações. “Ter começado como office boy e hoje ocupar uma posição na diretoria representa a materialização de um processo contínuo de construção, aprendizado e mérito”, afirma.
Uma empresa construída por pessoas
Para os fundadores, o crescimento da Magazine Médica sempre esteve ligado às pessoas que fazem parte da empresa. Grunitzhy costuma resumir essa visão em três pilares:
“Eu foco em três princípios: primeiro o sucesso do colaborador, depois o sucesso do cliente e, por fim, o sucesso do produto.” Segundo ele, a empresa é, acima de tudo, resultado da evolução das pessoas que a constroem diariamente.
“Não são as paredes que ficam melhores. São as pessoas que estão dentro da empresa.”
Magazine Médica hoje
Passados 22 anos desde as primeiras vendas nas salas de aula da faculdade, a Magazine Médica se consolidou como uma das maiores referências do país no comércio eletrônico de produtos médicos.
Hoje, a empresa:
- Realiza mais de 1 milhão de pedidos em sua plataforma;
- Oferece mais de 10 mil produtos para clínicas e profissionais da saúde;
- Atende mais de 160 mil estabelecimentos em todo o Brasil;
- Conta com mais de 100 colaboradores;
- Opera com centros de distribuição dedicados à logística nacional.
O modelo de negócio segue o conceito de one-stop shop, permitindo que clínicas e instituições de saúde encontrem tudo o que precisam em um único fornecedor.
Os próximos capítulos dessa história
Se depender dos planos dos fundadores e da liderança da empresa, os próximos anos prometem continuar sendo de expansão.
Para Copetti, o foco agora está em fortalecer ainda mais a operação e ampliar a presença no setor hospitalar.
“Hoje a nossa marca já é muito conhecida na área da saúde em todo o Brasil. Agora queremos melhorar nosso posicionamento logístico, investir em tecnologia e ampliar ainda mais o portfólio.”
A tecnologia, inclusive, deve desempenhar um papel central no futuro da empresa. Grunitzhy acredita que a forma de comprar continuará evoluindo.
“Antes era no balcão, depois no telefone, depois no WhatsApp, depois no e-commerce. Agora provavelmente será falando com inteligência artificial.”
Mas, segundo ele, uma coisa não muda: “No final, continuamos colocando o produto dentro de uma caixa e enviando para a clínica médica.”
É esse compromisso com eficiência, confiança e parceria com os profissionais da saúde que segue guiando a Magazine Médica. E que continuará escrevendo os próximos capítulos dessa história.